A secretária de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, apresentou nesta quarta, na Assembleia Legislativa, o balanço do setor no primeiro quadrimestre de 2023. Durante Audiência Pública da Comissão de Saúde, a gestora destacou o aumento de 17,2 milhões de reais dos recursos aplicados em ações e serviços públicos entre janeiro e abril deste ano, em comparação ao mesmo período de 2022, totalizando 2,2 bilhões de reais.
De acordo com a secretária, Pernambuco é hoje o estado que mais investe em Saúde no Nordeste. Ela frisou que 69% dos gastos realizados até o momento foram feitos com recursos do Tesouro Estadual e 31% da União.
Zilda Cavalcanti citou índices de aumento em diversos procedimentos realizados pelo SUS em Pernambuco – ambulatoriais, partos, transplantes e cirurgias. Destacou que, no quadrimestre, a cobertura da atenção básica no Estado subiu de 72,6% para 76,4% da população.
Entre outras ações, ela citou as campanhas de vacinação e a abertura de leitos na Zona da Mata e no Hospital Barão de Lucena, no Recife. Também ressaltou as parcerias para reforçar o trabalho. “Inclusive com uma parceria com a Educação, para levar a vacina para a escola, com a responsabilidade de aumentar a cobertura vacinal… Foi lançado o programa Planifica SUS, lembrando da importância e da intenção do Governo em regionalizar, em fazer parcerias fortes com os municípios para que a gente possa trabalhar melhor a atenção primária e a gente possa sim, a partir daí, melhorar a vida das pessoas e reduzir complicações, inclusive a necessidade da saúde de alta complexidade.”
Durante o debate, com a participação de representantes do poder público e da sociedade civil, houve questionamentos sobre o fechamento do Hospital de Retaguarda em Neurologia, na Zona Oeste do Recife. O deputado Sileno Guedes, do PSB, foi um dos críticos da decisão: “Pernambuco estava acostumado a assistir o anúncio de aumento de ofertas de leitos para a população. E a gente assistiu aqui agora a secretária trazer a decisão do Governo do Estado de fechar uma unidade de saúde alegando questões jurídicas do prédio. A distribuição dos leitos não compensa a perda que haverá com o fechamento dessa unidade.”
Os deputados Gilmar Júnior, do PV, Diogo Moraes, do PSB, e Dani Portela, do PSOL, também cobraram esclarecimentos sobre a medida. Zilda Cavalcanti explicou que, além de problemas jurídicos envolvendo o terreno, o hospital tem restrições no funcionamento, especialmente na realização de exames de imagem, cirurgias neurológicas e procedimentos como hemodiálise. A gestora sustentou que a contratação de leitos em hospitais privados vai otimizar o serviço prestado aos pacientes.
A secretária também foi questionada sobre a implantação do piso da enfermagem em Pernambuco, estabelecido por lei federal. Ela informou que, após receber o levantamento dos profissionais da rede estadual, aguarda os quantitativos das Organizações Sociais, dos municípios e dos hospitais filantrópicos para encaminhar ao Governo Federal. Também ressaltou que, só depois disso, o Estado passa a receber recursos do Ministério da Saúde.
Ao final do encontro, o presidente da Comissão de Saúde, Adalto Santos, do PP, destacou como positiva a apresentação da secretária. ”Foi de muita valia a vinda dela aqui a esta Casa, é a segunda vez que ela vem aqui com menos de seis meses, e traz explicações a essa comissão.”
Representantes do Conselho Regional de Medicina e do Conselho Estadual de Saúde também participaram da Audiência Pública, acompanhada ainda por enfermeiros que se mobilizaram para assistir à apresentação.
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